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Rebate

Parte da taxa de administração de um fundo repassada pelo gestor a quem distribuiu o produto ao cliente. É invisível na fatura e sai do bolso do investidor.

Atualizado em

Rebate é a parcela da taxa de administração de um fundo que o gestor repassa ao distribuidor — a corretora, o banco ou o escritório que colocou aquele produto na carteira do cliente. O nome é do jargão; na prática é uma comissão recorrente, paga enquanto o dinheiro ficar aplicado.

O ponto que costuma passar despercebido é a origem do dinheiro. O rebate não é um bônus que o gestor paga do próprio lucro: ele sai da taxa de administração, que por sua vez sai do patrimônio do fundo, que é do cotista. Ou seja, quem paga o rebate é o investidor — só que numa linha que ele nunca vê, porque a rentabilidade divulgada já vem líquida dessa taxa.

O efeito sobre a recomendação é direto. Se dois fundos parecidos pagam rebates diferentes, quem distribui tem um motivo econômico para preferir um deles, e esse motivo não tem relação com o que serve melhor ao cliente. É por isso que a existência de rebate pesa no critério de independência do Avaliarei, e por isso que “não recebemos rebate” é uma frase que vale a pena pedir por escrito, junto com a política de remuneração completa.

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Fontes e referências

  1. Resolução CVM nº 19, de 25 de fevereiro de 2021 consultada em 30/09/2026

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