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Sete perguntas antes de contratar uma assessoria de investimento

Por Redação Avaliarei Atualizado em 5 min de leitura Metodologia

Assessoria de investimento é um modelo legítimo e, para muita gente, o caminho de menor atrito para começar. O que ele não é: gratuito. A remuneração vem da instituição distribuidora, com parte da receita dos produtos que você compra — e isso cria um conflito estrutural que a boa assessoria declara e a ruim esconde.

As sete perguntas abaixo servem para descobrir em qual das duas você está. Nenhuma delas é agressiva; todas são respondíveis por escrito.

Sobre a remuneração

1. Quanto a instituição paga a vocês por cada produto que sugerirem?

A resposta ideal é uma tabela. A resposta aceitável é uma faixa. A resposta ruim é uma mudança de assunto.

2. Existe produto na prateleira de vocês que remunera mais que os outros?

Existe, em praticamente todo escritório. A pergunta não é uma armadilha — é um teste de franqueza.

3. Vocês recebem rebate dos fundos? Ele fica com vocês ou volta para mim?

O rebate sai da taxa de administração, que sai do patrimônio do fundo, que é seu. Saber para onde ele vai muda a conta.

Sobre quem atende

4. Quem exatamente vai me atender, e qual a habilitação dessa pessoa?

Peça nome e CPF, e depois confira no Cadastro Geral da CVM — o guia de verificação explica como. É comum que o sócio faça a reunião comercial e outra pessoa faça o atendimento.

5. Quantos clientes essa pessoa atende hoje?

Não há número mágico, mas há ordens de grandeza que tornam impossível o acompanhamento que está sendo prometido.

Sobre o custo e a saída

6. Quanto eu pago por ano, somando taxa de administração, corretagem e custódia?

Em porcentagem do patrimônio. O guia sobre custo mostra a conta.

7. Como faço para sair, quanto custa e quanto tempo leva?

Pergunte antes de entrar. Produtos com carência, papéis que não transferem e prazos de portabilidade são mais fáceis de descobrir agora do que depois.

O que fazer com as respostas

Escreva-as. Compare com outro escritório. E lembre que a comparação relevante não é entre duas assessorias, mas entre o modelo de assessoria e o de consultoria — onde quem paga é você, e quem responde a você é a empresa.

Perguntas frequentes

É indelicado perguntar quanto o assessor ganha com a minha carteira?

Não. É a pergunta central do modelo, e um escritório que trabalha bem responde sem rodeio. Num modelo em que a receita vem da distribuição, saber quanto cada produto remunera é informação sua, não bisbilhotice.

E se ele disser que o serviço é gratuito?

Não existe atendimento gratuito. Se você não paga honorário, o serviço é custeado pela receita dos produtos que você compra. "Gratuito" nesse contexto significa "você paga sem ver" — e a próxima pergunta é quanto.

Posso trocar de assessoria depois?

Pode, e vale perguntar como antes de entrar: qual o processo, quanto tempo leva, se há custo de transferência de custódia e o que acontece com os produtos que não podem ser transferidos.

Fontes e referências

  1. Resolução CVM nº 178, de 14 de fevereiro de 2023 — assessores de investimento consultada em 30/09/2026
  2. CVM — Central de Sistemas, Cadastro Geral consultada em 30/09/2026

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